Áreas de Especialização
Derivada do grego ergon (trabalho) e nomos (regras), ergonomia pode ser
definida como “a ciência do trabalho”.
A ergonomia é uma disciplina antropocêntrica, ou seja, visa estabelecer
parâmetros para o trabalho seja desenvolvido em prol da saúde, segurança e
conforto do trabalhador, independentemente do sistema ao qual o trabalhador
esteja inserido.
Os ergonomistas devem ter uma compreensão ampla do conjunto da
disciplina, levando em conta os fatores físicos, cognitivos, sociais, ambientais e
organizacionais (FALZON, 2007).
Conforme visto anteriormente, segundo a IEA (International Ergonomics
Association) 2000, as áreas de especialização ou os tipos de ergonomia são a
física, cognitiva e organizacional.
A Ergonomia Física
Neste tipo de ergonomia são abordadas as características anatômicas,
antropométricas, fisiológicas e biomecânicas do homem em sua relação com a
atividade física. A repetitividade, as cargas e posturas de trabalho, o levantamento
e o carregamento de objetos, as LER/DORT, o layout do posto de trabalho, a
segurança e a saúde são os aspectos abordados na ergonomia física (IEA, 2000).
A Ergonomia Cognitiva
A ergonomia cognitiva contempla os processos mentais dos trabalhadores
em situação de trabalho. Os itens mais importantes neste tipo de ergonomia são: a
percepção, a memória, o raciocínio e as respostas motoras, a relação das
interações entre pessoas e outros componentes de um sistema, etc. Os temas
centrais são a carga mental de trabalho, a tomada de decisão, a interação homemmáquina,
a confiabilidade e o estresse (IEA, 2000)
A Ergonomia Organizacional
Aborda a otimização dos sistemas sócio técnicos, ou seja, a estrutura
organizacional, regras e processos e uma empresa, missão, política etc. Os temas
mais comuns compreendem a comunicação entre os colaboradores, a gestão dos
processos industriais, a concepção do trabalho, os horários e a jornada de
trabalho, o trabalho em equipe, o trabalho participativo e sua gestão, as novas
formas de trabalho, a cultura organizacional, organizações virtuais e o tele-trabalho
(IEA, 2000).
3 OBJETIVOS DA ERGONOMIA
O campo de atuação da ergonomia é extenso. Ele abrange tudo que
fazemos e que nos rodeia, desde a disposição do mobiliário e dos materiais de um
pequeno escritório até a planta do mais alto edifício ou parque industrial, passando
por detalhes como altura de mesas, cadeiras, formato de tesoura, ruído e
temperatura de ambientes e uma infinidade de fatores que podem dificultar ou
facilitar a vida das pessoas (IIDA, 2003).
A ergonomia pode ser dividida em três segmentos distintos:
Ergonomia de Correção
Atua de maneira restrita, modificando elementos parciais do posto de
trabalho, tais como dimensões, iluminação, ruído, disposição de salas de trabalho,
entre outros (IIDA, 2003).
Ergonomia de Concepção
Ao contrário, interfere amplamente no projeto do posto de trabalho, dos
instrumentos, da máquina ou do sistema de produção, organização do trabalho, e
formação pessoal (IIDA, 2003).
Ergonomia de Conscientização
Surgiu da necessidade de orientar os profissionais de diversas áreas de
atuação, com o objetivo de transmitir os conhecimentos já existentes e fazer com
que estes profissionais os utilizem (IIDA, 2003).
A ergonomia estuda o relacionamento e a interação entre o homem e os
meios de trabalho, procurando reduzir possíveis conseqüências nocivas sobre o
trabalhador. Ou seja, busca reduzir a fadiga, estresse, erros e acidentes,
proporcionando segurança, saúde e conforto (bem-estar) aos trabalhadores,
durante o seu relacionamento com esse sistema produtivo (FALZON,