Existem várias definições de ergonomia, entretanto, a International
Ergonomics Association (IEA) é a referência internacional sobre o tema. Mesmo
assim, será visto outras dentre as principais definições de ergonomia, para que
desta maneira, seja vislumbrado e compreendido a maneira pela qual a ergonomia
evoluiu para os próprios profissionais de saúde e segurança do Trabalho.
A Sociéte d’ergonomie de langue française (Sociedade de Ergonomia de
Língua Francesa - SELF) tinha como definição de ergonomia na década de 70 a
seguinte:
“A ergonomia pode ser definida como a adaptação do trabalho ao homem ou,
mais precisamente, como a aplicação de conhecimentos científicos relativos ao
homem e necessários para conceber ferramentas, máquinas e dispositivos que
possam ser utilizados com o máximo de conforto, segurança e eficácia”.
A terminologia “adaptação do trabalho ao homem” utilizada nesta definição
da SELF ainda se constitui numa fórmula clássica em ergonomia.
Segundo o proposto, os meios de trabalho devem ser adaptados ao
homem, seja qual for este. Pode-se concluir, portanto, que a ergonomia é uma
ciência antropocêntrica.
De acordo com o proposto, entende-se que a ergonomia é mais do que
simplesmente uma disciplina, uma ciência, mas também uma tecnologia, ou seja,
requer sua aplicação prática. Exemplificando, pode-se perguntar: “Como o
trabalho será adaptado ao homem se não se conhece este homem?” (falando
de suas características, individualidades, competências e limitações).
A IEA (Associação Internacional de Ergonomia) referenciou esta
necessidade de se possuir conhecimentos relativos ao homem em sua primeira
definição de ergonomia:
“A ergonomia é o estudo científico da relação entre o homem e seus meios, métodos
e ambientes de trabalho. Seu objetivo é elaborar, com a colaboração das diversas disciplinas
científicas que a compõe, um corpo de conhecimentos que, numa perspectiva de aplicação,
deve ter como finalidade uma melhor adaptação ao homem dos meios tecnológicos de
produção e dos ambientes de trabalho e de vida” (FALZON, 2007).
Segundo esta definição a ergonomia faz uso de outras disciplinas para
compor seu campo de conhecimentos. Por exemplo, a ergonomia usa
conhecimentos das áreas humanas e sociais (sociologia, psicologia, antropologia)
e da saúde (fisiologia, anatomia) para compor seu escopo de conhecimentos.
Na atual definição de ergonomia da IEA no primeiro momento é abordada
a questão ergonômica em um caráter mais global, em seguida as suas áreas de
especialização. Importante salientar que estas formas de apresentação do tema
não correspondem a setores de atuação (por exemplo, ergonomia de concepção
ou a ergonomia de serviços, pois estes são indicados nos campos de aplicação).
Pode-se de maneira inicial e geral dividir a ergonomia em 03 tipos:
• Ergonomia física
• Ergonomia cognitiva
• Ergonomia organizacional.
Vale à pena salientar que estes tipos ou áreas da ergonomia não são
estanques. Um ergonomista comumente tem a tendência do exercício
preferencialmente em certos campos de aplicação e em certas áreas de formação
profissional, mas deve atuar em todas estas áreas da ergonomia para que seu
trabalho seja completo.
No Brasil, os ergonomistas são profissionais especializados, ou seja, com
pós-graduação Latu Sensu ou Strictu Sensu, e que chegam à disciplina depois de
terem anteriormente se graduado num outro curso, por exemplo, numa
universidade. Um médico, um engenheiro, um psicólogo, um advogado, um
fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, educador físico, um administrador, dentre
outros.
Segundo Falzon (2007), os profissionais que praticam a ergonomia, os
ergonomistas, contribuem para a planificação, concepção e avaliação das tarefas,
empregos, produtos, organizações, meios ambientes e sistemas, tendo em vista
torná-los compatíveis com as necessidades, capacidades e limites das pessoas.
Outras definições de Ergonomia são:
Para Murrel (1965) “a Ergonomia é o estudo do ser humano em seu
ambiente laboral”.
Grandjean (1969) considera a Ergonomia como “o estudo do
comportamento do homem em seu trabalho”.
Para Faverge (1970) “é a análise dos processos industriais centrado
nos homens que asseguram o seu funcionamento”.
Segundo Montmollin (1970) “é uma tecnologia das comunicações
dentro dos sistemas homem-máquina”.
Para Cazamian (1973) “a Ergonomia é o estudo multidisciplinar do
trabalho humano que pretende descobrir suas leis para formular melhor suas
regras”.
No Brasil, a Associação Brasileira de Ergonomia (www.abergo.org.br)
define ergonomia da seguinte maneira:
“Entende-se por ergonomia o estudo das interações das pessoas com a
tecnologia, a organização e o ambiente, objetivando intervenções e projetos que visem
melhorar, de forma integrada e não-dissociada, a segurança, o conforto, o bem-estar e
a eficácia das atividades humanas.”
Áreas dev
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